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Lá Vem Resenha: Minta que Me Ama


Minta Que Me AmaAutor(a): Maria Duffy

Editora:  Novo Conceito

Páginas: 384

Sinopse: O inverno é a estação mais aconchegante do ano, mas Jenny Breslin não se sente nada confortável. Tudo na sua vida a total ausência de romance, o emprego chatíssimo no banco foi tocado pela mágica das festas de fim de ano. A simples ideia de passar por mais um Natal com a sua mãe extravagante e Harry, o novo namorado dela, a enche de pavor. Mas isso é na vida real...

No Twitter, as coisas não poderiam estar mais interessantes. Nele, Jenny tem uma carreira em ascensão, uma vida amorosa sensacional e uma agenda superconcorrida. Então, em uma noite de bebedeira, Jenny está tuitando com suas amigas Zahra, Fiona e Kerry. E de repente ela as convida para passar alguns dias em sua casa em Dublin. À medida que a sua vida virtual entra em rota de colisão com a sua verdadeira rotina, Jenny não sabe para onde correr. Tudo parece contribuir para mostrar que a existência das suas companheiras de Twitter é um milhão de vezes mais interessante do que a sua. O fim de semana chega, e segredos são compartilhados. Jenny começa a perceber que, enquanto ela sonhava, as coisas acontecem bem depressa.
Será que é muito tarde para que ela volte a assumir o controle da sua própria e verdadeira vida?
 

Hey bookaholics de plantão! Essa foi mais uma leitura do Clube Entre Leituras, que foi feita ano passado em dezembro para deixar o clube com a cara do Natal. O tiro saiu meio pela culatra haha, porque na verdade, embora sendo natalino - se passa na época do natal - o livro não tem nada sobre Natal...

          Nunca é cedo demais para dizer a verdade.


O livro conta a história de Jenny e sua vida de cinema. Pensa em uma pessoa que é capaz de te colocar pra baixo apenas contando a vida dela? kk. Jenny, é uma mulher adulta, que já madura, se comporta como uma adolescente em suas relações pessoais, por conta de uma decepção amorosa grave. Depois de ser abandonada por seu namorado, ela resolve que não irá mais se envolver. 

Twitter permite que você fuja das coisas com as quais prefere não lidar.

Além do âmbito emocional, Jenny, carrega outros traumas e problemas que tornam sua vida um verdadeiro caos! Sua mãe se comporta com uma piriguete desde que o marido morreu; ela ainda não superou a morte do pai; sua chefe é um monstro; e a solidão começa a incomodar a até então vida perfeita que Jenny leva. Mas isso é sua vida real...

O Twitter era ótimo enquanto estava restrito à Twitterlândia, mas, desde que ele saiu do meu computador e veio me visitar na vida real, as coisas se tornaram mais complicadas do que eu imaginava.

Já no Twitter ela tem a vida perfeita, o trabalho perfeito, amigos perfeitos e adora suas "sobrinhas" - filhas de sua melhor amiga, as quais ela não suporta! -  além de estar sempre de alto astral e contando vantagens de tudo que acontece em sua vida.

Embora ela poste de um tudo para qualquer pessoa que a segue em seu twitter ver, ela tem suas amigas próximas na rede social. Fiona - a mãe perfeita com a família perfeita; Kerry - a enfermeira que é também sua melhor amiga na rede social, para quem ela confessa as coisas como realmente são; e Zahra - a maquiadora de famosos que conhece todas as celebridades. Tá na cara que aí tem coisa né?! kkk

A história tem muitos pontos engraçados que valem a pena ser destacados, como por exemplo, os sonhos estranhos que Jenny tem sempre que algo bom ou ruim vai acontecer em sua vida. Mas o foco principal é a relação da personagem com o mundo real e virtual. Em sua vida particular, ainda de escola, ela tem uma melhor amiga, Sally, e do trabalho outra, Paula. Seus alicerces na vida real. Mas como a vida real não anda sendo suficiente, ela resolve trazer para seu mundo as amigas virtuais... O que se prova uma ideia bem maluca.

Esse convite ocorre em uma noite de "mais de duas taças de vinho". Jenny já estava meio alta, e acaba convidando as amigas para passarem o feriado de ação de graças com ela. O que ela não imaginava, é que todas aceitariam o convite. Passado o susto, acompanhamos a tensão da preparação para a chegada das meninas até o dia D. É depois desse dia, que a história realmente começa! 

As meninas, Paula e Sally, são maravilhosas. Gostei muito das duas e a presença delas no livro, nos faz refletir e valorizar as verdadeiras amizades. Aquelas que estão ali pra você, sempre que você precisa. E as meninas (do twitter) são no mínimo confusas! rs. Não dá para acreditar na encrenca que a Jenny se meteu ao chamá-las para sua casa. Digo apenas uma coisa: Todas estão mentindo! Mas se você ainda acredita que isso não é uma surpresa, espere até conhecer a Kerry! kkkk. Esse é o elemento surpresa da história, e embora eu já desconfiasse, causa um grande impacto! 

Outro tema importante do livro é a relação da Jenny com a mãe. Sério gente, no início eu quis matar a mãe dela. Mas de repente a mulher se transforma em um jardim de flores. Sim, depois da morte do pai de Jenny, tanto ela, quanto sua mãe, não se recuperaram. E para piorar, se afastaram uma da outra. Já que ambas lembravam uma a outra, a grande perda que sofreram. Mas depois que sua mãe conhece Harry, a coisa muda de figura. Ela acaba percebendo que está desperdiçando o tempo que tem com sua filha, e isso a torna muito, muito melhor! Mas tem mais uma surpresa nessa história, a Jenny já conhece o Harry, muito bem por sinal... 

Diante à todas essas complicações, Paula coloca mais uma na vida da amiga. Acreditando que o que Jenny tem é falta de namoro, ela arranja um "namorado" para a amiga. O problema, é que esse namorado, já é um homem adulto, maduro, mas que ainda mora com sua mãe. O pior, ele a chama de "mamãezinha". Não, você não leu errado, ele a chama de "mamãezinha" mesmo! E faz tudo por ela, com o consentimento dela, mora com ela, e nunca, jamais a deixa esperando. Ele troca a Jenny, por sua mamãezinha! Sério, quis abandonar a leitura nessa hora só por causa dessa parte, mas a Jenny não merecia isso rs. E claro, havia um motivo por ele ser assim... Com a Jenny.

É claro que no final tudo se resolve e dá certo. E o que eu contei foi apenas o início de uma enorme bagunça. Mas o livro em si é engraçado por mostrar de forma cômica, o que um ato impensado, vinho e redes sociais podem fazer! kk.

A autora, ao meu ver, soube desenvolver bem a história. Eu ri muito com a Jenny e suas trapalhadas, e gostei de todos os personagens secundários em geral. Acho que o meu favorito foi o Harry, só pelo milagre que ele operou na mãe dela! kkk. Mas em algumas coisas a autora viajou geral, e isso contribuiu e muito, para que a história não fosse cinco estrelas.

Pra quem quer passar o tempo, rir um pouco e esquecer da vida - ou precisa de um up! kkk - esse é o livro! Cheio de confusões, amizades verdadeiras e novas amizades; romance; relação de mãe e filho; e principalmente de amor próprio! Jenny precisava perceber que por mais ruim que as coisas estivessem, só ela podia mudar isso, e tinha que ser indo à luta! Depois de muita confusão e dor de cabeça, ela chegou à tal conclusão.

O final é uma das coisas na qual a autora viajou. Infelizmente, ainda estava na fase "livro bom, final duvidoso" pela qual passei ano passado. Mas o livo em geral é bom. E eu indico à todos que precisam relaxar e se divertir um pouco.

Espero que tenham gostado! ^ ^ 

Beijokas e até breve! 

2 comentários:

  1. Esse livro é ótimo pra dar umas risadas mesmo! hahaha amo <3 pela capa e pelo título, comprei em dúvida, mas não me arrependi :) beijos,
    whoosthatgirrl.blogspot.com

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    1. Oi Renata! Saudades de você linda!! Esse livro é uma graça! Morri de rir praticamente o tempo todo!! E estava precisando de algo engraçado mesmo, então foi simplesmente perfeito! Comecei achando que seria uma história meio água com açúcar e me surpreendi com o que encontrei... kk. Beijos linda! E obrigada pela visita. Volte sempre! ^ ^

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