27 dezembro 2013

Resenha: Deixe A Neve Cair Parte 2

Nome: Deixe A Neve Cair
Autor: John Green
Conto: O Milagre da Torcida de Natal
Editora: Rocco
Páginas: 336

Sinopse: Na noite de Natal, uma tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio para encontros românticos. Em Deixe a Neve Cair, bem sucedida parceria entre três autores de grande sucesso entre os jovens, John Green, Lauren Myracle e Maureen Johnson escrevem três hilários e encantadores contos de amor, com direito a surpreendentes armadilhas do destino e beijos de tirar o fôlego. E provam que o amor verdadeiro pode acontecer quando e onde menos se espera.


Oi, oi meus amores! Como prometido aqui está a resenha do segundo conto de " Deixe A Neve Cair". Em "O Milagre da Torcida de Natal"  conto escrito por John Green, conhecemos três amigos super aventureiros e que se dispõem a passar por poucas e boas em prol da amizade. Acho que por ter grandes expectativas relacionadas ao meu queridíssimo John Green, esperava algo um pouco mais grandioso, reflexivo. E isso atrapalhou um pouco a minha leitura no início do conto. Tive um pouco de dificuldade para me concentrar na história e achei um tanto quanto "parada". Mas logo depois que peguei o ritmo, não parei mais! Acho que por estar acostumada com sua escrita em " A Culpa É Das Estrelas", eu tive que me acostumar com esse novo ritmo de escrita. 
Uma coisa que não posso deixar de ressaltar, é a versatilidade do autor. Ele realmente me surpreendeu com esse conto! A personalidade dos personagens, o modo como a narrativa se desenvolve, o ritmo do livro... É tudo realmente impressionante! Pelo menos foi assim que me senti.
John Green nos presenteia com a mesma maestria de sempre! Vi algumas resenhas negativas a respeito desse conto, e acabei ficando meio preocupada, mas a preocupação se dissipou rapidinho quando eu comecei a ler o conto. A narrativa é realmente diferente. Então, não vá ler esse conto esperando algo profundo e reflexivo, daqueles livros que te fazem chorar caixas de água durante a leitura. O livro se desenvolve de acordo com a idade dos personagens e dentro da proposta do livro.
Bom, mas sem mais rodeios, vamos direto ao ponto. Ou melhor, a história. Tobin, Duke e JP, são melhores amigos e por conta do imprevisível destino, acabam passando o Natal juntos. Mas diante a inesperada nevasca que atingiu a cidade, e as 14 líderes de torcida que também ficaram presas na cidade por conta da nevasca, eles vivem  aventuras inacreditáveis! 

"Tirei o olhar rapidamente da estrada para olhar para ela.
– Feliz Natal.
– Feliz Natal – disse ela de volta. – Feliz Natal, JP.
– Feliz Natal, seus tapados."  Pág. 75

Para ir de encontro com as líderes de torcida, eles acabam tendo uma noite catastrófica! E embora o livro seja contado pelo ponto de vista do Tobin, Duke (Angie), me surpreendeu com sua esperteza e calma. Durante um bom tempo acho que li o livro mais por ela do que por qualquer outra coisa. Ela não só os salvou várias vezes, mais me arrisco a dizer que ela salvou o livro também!
Tobin é fofo! Mas as vezes ele é meio lerdo, teve momentos em que fiquei me perguntando se ele fazia de propósito ou se realmente não estava entendendo!
E o JP, ele é o típico melhor amigo de livro. Sabe, daqueles que tem sempre uma coisa engraçada para dizer no momento errado, e as vezes age como um completo idiota! Mas tem um enorme coração e não tem como não gostar dele!

"– Sinceramente, Duke? – falou JP, colocando o braço em volta dela. – Espero que não fique magoada, mas, se eu tiver um sonho sexual com você, terei que localizar meu subconsciente, removê-lo do corpo e espancá-lo até a morte com um pedaço de pau." Pág. 92

O que mais gostei na história, foi o desenvolvimento do Tobin, e o reconhecimento dos seus verdadeiros sentimentos em relação a Duke. E o modo como Duke se mostrou o tempo todo forte, comprometida com a amizade deles, mesmo tendo sentimentos a muito, escondidos sendo colocados a prova.

– Eu sempre tive a opinião de que não se deve nunca desistir de um meio feliz na esperança de um
final feliz, porque não existem finais felizes. Sabe o que quero dizer? Há tanto a perder." Pág. 102

A leitura se desenvolve de forma rápida depois que agente consegue pegar o ritmo. Uma leitura leve, cheia de aventura, e a pitada certa de romance. Conseguiu me prender, e só consegui largar depois de terminar a história. Um conto leve e gostoso de ler nesse friozinho de final de ano.

"– Nossa, eu amo você – falei.
– Ah – respondeu ela.
– Um ah bom? – perguntei.
– O melhor ah do mundo.
Coloquei o latte sobre uma das mesas, mergulhado no meio feliz da minha maior aventura." Pág. 104

Uma coisa que eu achei interessante, foi uma palavra que ele repete de formas diferentes de acordo a quem ele está se referindo. 

"E o tipo de garotas que tornava fácil “dispensar”. Pág. 96

"E quando Duke sorriu para ele em solidariedade, eu, mais uma vez, pensei o pensamento “indispensável”. Pág 101

Essa palavra foi, pra mim, meio que o "Ok"  da história. Adoreiii, super recomendo esse conto e como sempre, fico aqui babando o talento indiscutível do John!! 

Espero que tenham gostado! Bjos e até apróxima.
Obs: Logo mais vou postar a terceira e última parte da resenha!!!

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