26 maio 2016

{Lá Vem Resenha} O Bangalô


Autor(a): Sarah Jio

Editora: Novo Conceito

Páginas: 320


Sinopse: Verão de 1942. Anne tem tudo o que uma garota de sua idade almeja: família e noivo bem-sucedidos.No entanto, ela não se sente feliz com o rumo que sua vida está tomando. Recém-formada em enfermagem e vivendo em um mundo devastado pelos horrores da Segunda Guerra Mundial, Anne, juntamente com sua melhor amiga, decide se alistar para servir seu país como enfermeira em Bora Bora. Lá ela se depara com outra realidade, uma vida simples e responsabilidades que não estava acostumada. Mas, também, conhece o verdadeiro amor nos braços de Westry, um soldado sensível e carinhoso.O esconderijo de amor de Anne e Westry é um bangalô abandonado, e eles vivem os melhores momentos de suas vidas... Até testemunharem um assassinato brutal nos arredores do bangalô que mudará o rumo desta história.A ilha, de alguma forma, transforma a vida das pessoas, e este livro certamente transformará você.



"Quanto tempo você está disposto a esperar por sua felicidade?"

Sabe aquele livro em que a sinopse conta uma história e o livro outra? Eis um caso grave aqui! Me apaixonei perdidamente por esse livro, que já estava na lista, quando fui a uma livraria e vi seu marcador e a imagem de um casal, representando o casal principal, na parte de trás do livro.


Imagens retiradas da Internet pertencentes aos blogs: In The Sky e Mademoiselle Loves Books.

Quando eu vi esse casal da imagem acima, já imaginei um super romance sobrevivente a guerra. E como já conheço a escrita de Jio, esperava algo de arrancar os cabelos! Com seu livro Violetas de Março, acompanhei um amor inacreditável, um suspense indecifrável e uma escrita viciante. Muitos mistérios é a cara da autora. Mas nesse caso, os mistérios eram menos importantes. A história é mais previsível e a sinopse engana um pouco.

Anne é uma mulher que já tem seu destino traçado desde criança. Seu noivo, por quem nutre um amor fraternal, a adora. Seus pais são pessoas de posse e sua vida é perfeita. Até Anne acha isso. Mas para sua melhor amiga, Kitty, havia uma coisa que lhe faltava, paixão! 

"Não acredito em contos de fadas, ou em cavaleiros com armaduras brilhantes. Acredito que o amor seja uma escolha. Conhece-se alguém. Gosta-se de alguém. Decide-se por amá-lo. Simples assim."

Kitty é uma mulher inconformada com a vida. Seu maior desejo é viver um grande amor. E ver sua amiga se casando como se fechasse um negócio não lhe agrada em nada. Em seu ponto de vista, ainda há muito o que se viver. E em uma dessas aventuras a serem vividas, Kitty resolve se candidatar como enfermeira, formação das duas, voluntária em Bora-Bora, durante a segunda guerra mundial. 

"As palavras saíram de sua língua de um jeito natural e simples, implicando que um sentimento tão profundo e intenso estivesse disponível para qualquer um que o procurasse, como uma ameixa madura pendurada em um galho, pronta para ser colhida."

Anne, que não tem uma memória de sua vida sem Kitty, embarca nessa com a amiga, adiando seu casamento. Porém, ao chegarem a Bora-Bora, o primeiro aviso é feito. A ilha muda as pessoas... Não há nada mais certo do que isso nessa história.

"A ilha anestesia nossas inibições. Ela nos muda. (...) Este lugar tem uma maneira de revelar a verdade sobre as pessoas, descobrindo as camadas que carregamos e expondo nosso eu verdadeiro."

O livro começa com Anne já senhora, recebendo uma carta de alguém da ilha, lhe pedindo ajuda para fazer justiça ao bárbaro assassinato de uma mulher. E com esse assunto em pauta, Anne acaba contando a história de sua passagem a ilha, para sua neta Jennifer. É através de suas lembranças que acompanhamos o desenrolar dessa história fantástica...

"Algumas histórias não são paraser contadas."

Assim que Anne e Kitty chegam a ilha, começam a trabalhar como enfermeiras. Mas Kitty, por conta do pouco trabalho, já que a guerra ainda não chegou diretamente a ilha, está muito mais envolvida em provocar os soldados da ilha. E assim, conhece Lance. Um soldado meio rude e instável, com quem mantém um caso. 

Já Anne, acaba conhecendo Wresty. Um doce soldado, que ao defendê-la de outro soldado bêbado, acaba se apaixonando pela jovem moça comprometida. Tudo começa com uma amizade, mas quando um amor surge nessa ilha, não há como evitar. Porém, o lugar em que viviam esse amor proibido, O Bangalô, tem a má fama de ser assombrado... Nessa ilha cheia de mistérios, ninguém e nada, é o que parece ser.

"A beleza da ilha não estava limitava a suas águas azul-turquesa ou a suas montanhas verdejantes. Aquilo era apenas a beleza superficial. A verdadeira beleza do lugar era evidente em suas histórias. Havia sempre uma à espreita a cada curva da praia."

Segui em um bom ritmo durante a leitura, mas esperei me envolver mais. Os personagens são incríveis! E quando chegamos a ilha, as coisas melhoram ainda mais. A autora cria uma rede de personagens de apoio, em que cada um contribui de uma forma diferente, seja no presente, ou no futuro da história. 

"A paixão acaba, mas o amor perdura."

Os personagens principais também são incrivelmente reais. Wresty é um soldado apaixonante. Atencioso, doce, educado e romântico, traz ao livro um ar tranquilo. Mas em alguns momentos, confesso que fiquei desconfiada!

Gerard é o noivo de Anne, e embora não seja um dos personagens principais, preciso citá-lo. Simplesmente o melhor! Ganhou meu coração com seu jeito doce. Embora muito sério, coloca o coração e a felicidade de Anne acima de tudo. Mesmo quando isso significa que ao fazê-lo, ele, será infeliz. 

"— Anne — disse ele, limpando a garganta. A voz dele fraquejou um pouco, e ele parou pararecuperar sua força. Gerard nunca chorava. 
— Se é disso que precisa. Se há uma chance de ter seucoração por inteiro novamente, então eu esperarei."

 Anne é uma mulher de coragem, muito leal e amiga. Por ser sempre muito correta e doce, embora não esperasse se apaixonar, acabou encontrando um grande amor. Já Kitty, que não soube esperar e viveu aventuras ao invés de amores, teve uma vida conturbada e sofrida. E em seu visível fracasso para encontrar o amor, Kitty começou a se distanciar de Anne. E o que havia sido uma linda amizade, se tornou uma terrível tragédia. 

Até Kitty começar a ficar louca  e agir como uma bruxa, eu estava adorando a história. Mas Kitty conseguiu estragar tudo, e tirar a quinta estrela da nota do livro! Não dá para acreditar no que a inveja dela foi capaz de fazer. E sim, o final do livro vai chocar você! 

O que eu não gostei nessa história, foi ter visto tanto sofrimento, chorado e sofrido com Anne, pensando e acreditando em uma coisa e descobrir no fim, que na verdade, nada era o que parecia. Doeu! rs.

"Eu o amara, e ele meamara, até o final. Esta é a história que sopraria pelos ventos de Bora Bora, assombraria os velhos restos do bangalô e viveria em meu coração para sempre."

Traição, sacrifícios, amizade e amor. Um livro cheio de mistérios e suspense, onde você não vai saber quem é o mocinho e quem é o vilão. Um livro onde cada palavra importa e com um fim de rachar o coração. Lindo, triste, chocante e marcante. Não posso perdoar a Kitty... E não acredito no que a Anne passou por culpa dela! Bom, leiam, leiam e leiam! 


Hayley Kyoko - This Side of Paradise 



Espero que tenham gostado! Mas me contem, já leram? Querem ler? 

Mil beijokas e até breve!

2 comentários:

  1. Oi Anya! Já li e tive a mesma impressão em relação a Kitty. Que safada!kkkk
    Nossa, como eu odiei essa personagem... rsrs Mas mesmo assim dei 5 estrelas para o romance. Gostei demais!
    Tô adorando seu blog. Não saio mais daqui! rsrs
    Beijos!!

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    Respostas
    1. Hey, Douglas!
      Aiiiii, eu vou te contar, essa Kitty me tirou do sério! Em vários momentos fui flagrada agindo como louca gritando com essa personagem... haha.
      Eu gostei muito do livro também, mas como já conhecia a escrita da Jio e li "Violetas de Março", que é simplesmente extraordinário, fui esperando algo bem parecido. O que não encontrei em "O Bangalô". Acho que por isso, não foi cinco estrelas. Mas ok, a culpa foi mais minha do que da história hehe.
      Sai não, fica! kk. Fique o tempo que quiser... E, não suma!!! kk.
      Mil beijokas e volte sempre!! ^ ^

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